28.6.04

Fórum Cultural Mundial

Promover a cultura como parte fundamental da vida contemporânea, destacando sua relação com o desenvolvimento das sociedades. Esta é a meta do Fórum Cultural Mundial, que ocorre na cidade de São Paulo, entre os dias 26 de junho e 4 de julho.

O fórum será dividido em quatro setores. O primeiro é a Convenção Global, que começa no dia 30 e consiste na realização de seis conferências, 24 debates, 40 atividades associadas, apresentação de pôsteres e de trabalhos. Os outros setores são: a Mostra Artística, formada por mais de cem atrações de diversos segmentos; a Feira de Idéias e Oportunidades, espaço para manifestações espontâneas dos inscritos e troca de informações sobre o atual momento cultural; e o Fórum Virtual, que pretende disponibilizar o que acontece no Fórum Cultural Mundial para todo o mundo.

O evento pretende firmar o papel da cultura no desenvolvimento da economia, na criação de novos parâmetros educacionais e no cultivo da diversidade.

Na rede: www.forumculturalmundial.org.

9.6.04

Renato Janine Ribeiro

Um excelente site, com textos do filósofo sobre cultura, política, universidade e muito mais: Renato Janine Ribeiro

6.6.04

Concurso para professor na área de Ciências Humanas no I.T.A.

O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) recebe inscrições, até 18/6/2004, para o concurso público de uma vaga para professor adjunto na área de Ciências Humanas (Filosofia, Ciência Politica ou Educaçã).
Alguns requisitos são: Doutor ou Livre Docente com experiência em ensino universitário ou pesquisa e desenvolvimento e significativa produçãao técnico-científica. O edital completo e a ficha de inscrição estão na rede em ===> www.ita.br/concurso2004/.

3.6.04

Banco de Imagens e Efeitos Visuais



O Banco de Imagens e Efeitos Visuais é um Projeto do Laboratório de Antropologia Social do PPGAS da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sediado no Instituto Latinoamericano de Estudos Avançados/ILEA, sala 108. Foi criado, em 1997, através de financiamentos obtido junto à FAPERGS -Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul- e ao CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O BIEV integra as novas tecnologias digitais e eletrônicas no tratamento de coleções etnográficas versando sobre o patrimônio etnológico do mundo urbano contemporâneo segundo seus diferentes suportes, vídeo, fotografia, texto, filmes, sons, etc.

O BIEV tem como objetivo a pesquisa da memória coletiva e estética urbana das cidades no sul do Brasil, através do uso de novas tecnologias mais integrativas e interativas no tratamento, resgate e recuperação deste patrimônio etnológico, e cujos dados resultam do projeto de pesquisa integrado da Profa. Dra Ana Luiza Carvalho da Rocha e Profa. Dra. Cornelia Eckert, Estudo antropológico de itinerários urbanos, memória coletiva e formas de sociabilidade no muno urbano contemporâneo. Através da pesquisa com as novas tecnologias eletrônicas e digitais reunidos aos métodos clássicos de etnografia visual (fotografia e vídeo), o BIEV tem por metas:
a) Estudo do tratamento documental da rede complexa de formas dos fenômenos culturais que encerram a vida cotidiana nas cidades do sul do Brasil, segundo seus suportes diferenciais (texto, som, foto, filme e vídeo) no sentido de disponibilizar este conjuntos de informações a pesquisadores e leigos.
b) A produção e realização de documentários etnográficos (fotográficos e videográficos), versando sobre a estética das transformações urbanas e a memória coletiva do patrimônio etnológico da cidade de Porto Alegre.
c) A pesquisa da memória do cotidiano dos habitantes das grandes cidades, no contexto do estudo antropológico do mundo contemporâneo, a partir do estudo do processo de enraizamento e desenraizamento dos grupos sociais na cidade de Porto Alegre.
d) O estudo das formas da cultura urbana que preside as formas de sociabilidade no mundo contemporâneo no sentido do resgate dos saberes e fazeres cotidianos que configuram as tradições de seus grupos urbanos, tendo como objeto a cidade de Porto Alegre e a sua região metropolitana.
e) A pesquisa das formas de vida social que fundam o viver coletivo em Porto Alegre, tendo por moldura interpretativa a criação de novas modalidades de narrativa etnográfica com base nos recursos das novas tecnologias, destinadas a sua inserção nas redes eletrônicas e digitais, através da criação de um museu virtual da cidade de Porto Alegre, destinado ao usuários da Internet.

BIEV
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Instituto Latino Americano de Estudos Avançados
sala 108 , fone 051-33167158
Projeto do Laboratório de Antropologia Social
Av. Bento Gonçalves, 9500
Campus do Vale Bairro Agronomia
Porto Alegre, RS,
Brasil, 91509-900

E-nmail: biev@pop.com.br

mneme - Revista de Humanidades

O novo número da MNEME - Revista de Humanidades, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, no Brasil, está online.
Nesta edição o dossier especial é dedicado à Alimentação nas suas mais diversas perspectivas científico-sociais - com predominância para a antropologia -, em diversos pontos do Planeta. Entre eles um sobre fast-food, da pesquisadora do NAU Janine Collaço.


mneme - Revista de Humanidades

19.5.04

Os escritos politicos de Mauss e Durkheim

O Programa de Pos-Graduacao em Sociologia e Antropologia do IFCS/UFRJ tem o prazer de convida-los para assistir a palestra "Os escritos politicos de Mauss e Durkheim", a ser proferida pelo Prof. M.Fournier, Universidade de Montreal, Canada, a ser realizada no dia 20 de maio de 2004, quinta-feira,as 17:00 hs, na sala Evaristo de Moraes, 109, neste instituto.

A palestra tera traducao consecutiva.

4.5.04

O mapa da juventude paulistana

Com a participação do NAU-USP por meio da consultoria de José Guilherme Cantor Magnanie da atuação de Bruna Mantesee Daniela Alfonsi, como pesquisadoras, junto aos pesquisadores do Centro de Estudos da Cultura Contemporânea (Cedec), foi elaborado o mapa da presença juvenil na cidade de São Paulo.

"O Mapa da Juventude, encomendado pela prefeitura do município, pretendeu verificar homogeneidades e segregações dos jovens no espaço urbano paulistano. A pesquisa ouviu pessoas entre 15 e 24 anos nos mais diversos bairros da capital em 2003.

Os resultados do estudo foram apresentados no artigo A construção do mapa da juventude de São Paulo, da Lua Nova: Revista de Cultura e Política, publicação do Cedec. As autoras foram Aylene Bousquat, que também é professora do programa de pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade Católica de Santos, e Amélia Cohn, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

A primeira etapa da pesquisa consistiu na divisão de São Paulo em cinco grandes áreas, agrupando os 96 distritos administrativos nas chamadas Zonas Homogêneas (ZH). O intuito foi elaborar o Indicador Composto Juvenil (ICJ), uma espécie de ranking que leva em conta as condições de vida da população nos diferentes bairros.

O indicador teve como referência variáveis de pesquisas feitas anteriormente, por instituições como a Fundação Seade e o próprio Cedec, sobre vulnerabilidade juvenil, exclusão social e risco de violência. Com as médias definidas, os distritos foram classificados por zonas de 1 a 5. Da ZH1 fazem parte aqueles que oferecem melhores condições de vida para os jovens e, da ZH5, os piores.

Em cada ZH foram sorteados 70 setores censitários e, dentro deles, duas quadras residenciais – a primeira para visita e coleta de dados e a segunda como substituição para casos em que não fosse possível a abordagem na quadra anterior. No total foram visitados 5.250 domicílios e aplicados 2.259 questionários. A amostra considerou interesse de 50% e margem de erro de 5%.

Os jovens responderam a perguntas sobre caracterização (idade, cor, sexo, local de moradia e naturalidade), situação familiar (com quem mora, estado civil e filhos), escolaridade, inserção no mercado de trabalho, atividades de lazer (locais que freqüenta, preferências musicais, uso de equipamentos públicos), acesso à internet, participação em grupos e expectativas de atividades e equipamentos em seu bairro. Eles mostraram também o quanto estão informados sobre a aids.

Os cinco distritos com valores mais elevados do ICJ foram Jardim Paulista, Moema, Pinheiros, Itaim Bibi e Consoloção. Do outro lado da lista, Parelheiros aparece com o pior indicador, seguido por Grajaú, Jardim Ângela, Cidade Tiradentes e Iguatemi.

A pesquisa mostrou também que a maioria dos entrevistados se identificou como sendo de cor “branca” (51,9%). Porém, na distribuição segundo ZH, aumentou expressivamente o número de jovens que se classifica como “preto/negro/pardo” nas zonas de maior exclusão social.

A porcentagem de pais e mães cresce conforme piora a classificação da zona. Comparando os extremos, na ZH1 2,6% das pessoas responderam afirmativamente quando perguntadas se tinham filhos. Já na ZH5, o número foi de 17,8%. Quanto à inserção do jovem no mercado de trabalho, 33,2% dos entrevistados disseram que trabalham. A ZH1 foi a que apresentou mais jovens inseridos – 43,6% contra 31,9% na ZH5 – o que, segundo as autoras, pode indicar que os empregadores têm exigido mais qualificações.

Quando o assunto é inserção no mundo digital, o trabalho constatou que apenas 38,2% dos jovens têm acesso à internet. A diferença é grande entre as zonas. Enquanto 72,4% dos entrevistados na ZH1 utilizam a internet, 24,1% têm a mesma oportunidade na ZH5.

“O Mapa da Juventude deverá servir para o desenvolvimento de políticas públicas que favoreçam as áreas menos privilegiadas da cidade”, disse Aylene à Agência FAPESP. Segundo a pesquisadora do Cedec, entre as ações estão a instalação de centros com acesso à internet e quadras desportivas nas regiões periféricas de São Paulo.

Fundado em 1976, o Cedec é uma entidade civil sem fins lucrativos que se dedica ao estudo de problemas da realidade brasileira e tem contado com apoio de agências de financiamento e órgãos governamentais, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, a Financiadora de Estudos e Projetos e a FAPESP
". (Agência FAPESP, 03/05/2004)

1.5.04